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Miniconto, ou pura arte!

  • Foto do escritor: Editora Arte Literária
    Editora Arte Literária
  • 6 de set. de 2025
  • 2 min de leitura
A mensagem 'Miniconto, ou pura arte!' em um fundo minimalista branco com detalhe em rosa claro.

Hoje em dia, o miniconto — também chamado de microconto ou nanoconto — é bastante conhecido e celebrado, havendo, inclusive, muitos concursos dedicados unicamente a essa modalidade. Convenhamos: dar sentido a uma frase curta, com poucos caracteres, não é fácil! De certa forma, escrever um miniconto é muito mais difícil do que escrever, por exemplo, um romance. Neste, o autor tem páginas e páginas à sua disposição para dar vida a vários personagens, conflitos, emoções, lágrimas e risos. Porém, ao escrever um miniconto, microconto ou nanoconto, tudo que ele quiser expressar tem que caber em poucas palavras.

Não há consenso sobre a diferença entre microconto, miniconto e nanoconto. Alguns os tratam como sinônimos, outros os distinguem pelo tamanho: minicontos variam entre 50 e 300 palavras, microcontos têm até 50 e nanocontos, até 20. Há ainda quem defina por caracteres — 150 para minicontos e 50 letras para nanocontos.

A internet contribuiu muito para o crescimento do miniconto, mas essa ideia não é nova. Desde o século XIX já havia produção de minicontos. Autores como Machado de Assis e Raul Pompéia se dedicaram à criação desse tipo de texto.


A genialidade do miniconto reside não apenas na economia de palavras, mas principalmente em outra importante característica: apenas sugerir, nunca explicar. Por meio de um mínimo de caracteres uma pequena história é narrada, mas cada leitor pode interpretá-la a seu modo.


Um dos exemplos mais famosos é um miniconto de Ernest Hemingway, que escreveu o seguinte:



“Vende-se: sapatinhos de bebê nunca usados.”


Perguntas inevitáveis provocadas por esse pequeno texto: por que os sapatinhos estão à venda? Por que os sapatinhos nunca foram usados? Os bebês cresceram sem usá-los? Por quê? Ou os bebês morreram?


Cada pessoa interpreta o texto de modo diferente e esse é o objetivo do miniconto, assim como o de qualquer obra literária: o entendimento sempre é individual.


Outro miniconto famoso, de Lygia Fagundes Telles:



“Fui me confessar ao mar. O que ele disse? Nada.”


A ideia de confessar-se ao mar é muito poética, mas o que o mar respondeu? Nada, no sentido lógico de coisa alguma porque o mar não fala? Ou nada, no sentido de responder, poeticamente, e ordenar que ela nade?


Sim, escrever minicontos é criar obras de arte!


 
 
 

1 comentário


Convidado:
há 5 dias

This was a chill read — it didn’t try to be fancy or cram in a bunch of jargon, so I could just follow along without stopping every other line. I liked how it actually explains the reasoning behind the suggestions instead of tossing out random “do this” tips. Somewhere in the middle I ended up clicking around newimage.io too, mostly because it gave me the same kind of straightforward, practical vibe when you want a little extra context. Nothing felt padded out, and the examples were simple enough that they didn’t distract from the point. Also, the way the page is broken up with clear headings and short blocks makes it super easy to skim.

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